Relatório Técnico · 2024 · Estudo de Pegada de Carbono
A eureciclo, em parceria com a Planton, realizou um estudo de Pegada de Carbono para quantificar o benefício climático da reciclagem em emissões de gases de efeito estufa. Foram avaliados plásticos (PP, PE e PET), metais (alumínio e aço), papel e vidro. O estudo fornece fatores de emissão primários para uso em inventários de GEE, apoiando decisões estratégicas e o fortalecimento do posicionamento ESG de organizações comprometidas com a economia circular.
Unidade funcional: 1 tonelada de matéria-prima para embalagem (virgem ou reciclada).
Fronteira do sistema: comparação entre caminho não circular (100% virgem) e caminho circular (100% reciclado).
Base de dados primários: cooperativa de reciclagem (São Paulo/SP) e dados de transporte fornecidos pela Eureciclo.
Base de dados secundários: Ecoinvent v3.10.
Para cada tonelada de resíduo reciclado, o estudo apura uma economia média de 2,059 tCO₂e em relação ao uso de matéria-prima virgem. Este dado quantifica o benefício climático direto da reciclagem e pode ser utilizado por empresas clientes da Eureciclo para contabilização de emissões no Escopo 3.
O estudo adota a abordagem Simple Cut-off, comparando dois cenários para a mesma unidade funcional: 1 tonelada de matéria-prima para embalagem. A diferença entre os cenários determina o benefício climático atribuível à reciclagem, expresso em tCO₂e evitado por tonelada de material.
1 tonelada de matéria-prima para embalagem, podendo ser virgem ou reciclada. A unidade funcional estabelece a base comum para comparação entre os dois cenários avaliados no estudo.
Após o uso, a embalagem é descartada em aterro sanitário. A produção de nova embalagem exige extração e beneficiamento de matéria-prima virgem, gerando emissões adicionais e reiniciando o ciclo com consumo integral de recursos naturais.
Inclui descarte, triagem e reciclagem da embalagem pós-consumo. O material reciclado retorna ao ciclo produtivo como insumo, evitando a extração de matéria-prima virgem e reduzindo as emissões associadas à produção.
Empresas que adquirem matéria-prima reciclada do Brasil podem aplicar os fatores do caminho circular diretamente em seus inventários, na Categoria 1, Bens e Serviços Comprados.
Empresas com Selo Eureciclo podem reportar emissões evitadas associadas à compensação de embalagens em suas comunicações.
Os valores do caminho circular representam as emissões do processo de reciclagem. O benefício é a diferença entre as emissões do caminho não circular e o caminho circular.
| Material |
Caminho Circular tCO₂e / t |
Emissão Evitada tCO₂e / t reciclada |
| Plástico (média) | 0,817 | 2,128 |
| PET | 1,158 | 2,787 |
| PE | 0,657 | 1,836 |
| PP | 0,657 | 1,776 |
| Metais (média) | 0,833 | 9,595 |
| Alumínio | 0,836 | 10,563 |
| Aço / Ferro | 0,804 | 1,759 |
| Papel | 1,056 | 1,348 |
| Vidro | 0,801 | 0,354 |
Parâmetros metodológicos, normas aplicadas e fontes de dados que fundamentam o cálculo dos fatores de emissão. A metodologia é auditável e alinhada às melhores práticas internacionais de quantificação de pegada de carbono de produtos.
| Norma Principal | ISO 14067 - Pegada de Carbono de Produtos |
| Abordagem de Cálculo | Simple Cut-off |
| Unidade Funcional | 1 tonelada de matéria-prima para embalagem (virgem ou reciclada) |
| Fatores de Emissão | IPCC 2021 |
| Dados Primários | Cooperativa de reciclagem (São Paulo/SP) e dados de transporte fornecidos pela Eureciclo |
| Base Secundária | Ecoinvent v3.10, com adaptações para o contexto brasileiro quando aplicável |
| Materiais Avaliados | Plásticos (PP, PE, PET), Metais (Alumínio, Aço/Ferro), Papel, Vidro |
| Parceiro Técnico | Planton |
| Resultado Médio | 2,059 tCO₂e evitado / t de material reciclado |
Os fatores de emissão apurados pelo estudo têm aplicação direta em três contextos estratégicos, permitindo que empresas da cadeia da reciclagem reportem benefícios climáticos com rigor técnico e rastreabilidade metodológica.
Permite estimar previamente as emissões evitadas ao incorporar conteúdo reciclado em novas embalagens, aplicando o fator de emissão proporcional ao percentual de material reciclado utilizado no projeto.
Possibilita reportar emissões evitadas associadas à compensação de embalagens, considerando os grupos de materiais contemplados no estudo, com base em dados primários do contexto brasileiro.
Os dados do caminho circular podem ser aplicados no Inventário de GEE na Categoria 1 - Bens e Serviços comprados, para as empresas que fizeram o emprego de material de origem reciclada na sua produção. O fator de emissão deve ser multiplicado pela quantidade de material reciclado adquirido no ano em questão. Recomenda-se citar o estudo como referência metodológica para garantir transparência e rastreabilidade.
Estudos de pegada de carbono são a base de inventários de emissões confiáveis. Seja para quantificar emissões de um produto, mapear a cadeia de Escopo 3 ou apoiar decisões de design com dados primários, a metodologia faz a diferença entre um número defensável e uma estimativa genérica.
A Planton conduz estudos alinhados à ISO 14067 e ao GHG Protocol para organizações que precisam de dados auditáveis, independente do setor, material ou etapa da cadeia produtiva.
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